Pesquisar este blog

terça-feira, 3 de maio de 2011

Gerente de projetos: Qual o perfil ideal: especialista ou generalista?


Quantas vezes não nos deparamos com anúncios de vagas para GP que têm como requisitos para a candidatura alguma certificação ou conhecimento técnico no ramo de atuação da empresa que está contratando? 

Confesso: dos muitos anúncios que li para criar esse post, TODOS eles pediam ao menos conhecimentos na área de atuação das empresas contratantes, além dos conhecimentos em gerenciamento de projetos.

Resolvi abordar o tema da especialização no campo de gerenciamento de projetos por alguns motivos, entre eles o fato de estar atuando em TI hoje em dia, apesar da minha formação acadêmica ser na área de engenharia elétrica.

Comecei a me envolver com gerenciamento de projetos ainda na engenharia, mais especificamente em automação de processos. No entanto, a vida de viagens me impedia de voltar à sala de aula e fazer uma especialização ou uma pós-graduação. Sabia que esse caminho cobraria seu preço mais para frente na minha carreira e por isso resolvi trocar a automação pela TI, sempre dentro do escopo do gerenciamento de projetos.

Inicialmente pensava que um gerente de projetos não precisaria obrigatoriamente ter grande vivência na área de atuação do seu projeto, afinal, ele tinha que ser especialista em gerenciamento de projetos, não nas disciplinas técnicas relacionadas ao produto.

Armei-me de coragem e fui tentar a sorte na TI. Obviamente, aquilo não era totalmente desconhecido para mim, afinal, nos meus projetos de engenheiro a maior parte do tempo tratava de assuntos referentes a desenvolvimento de aplicações e configuração de servidores. 

Sofri com a discriminação de empresas que queriam um gerente de projetos vindo da área técnica, que conhecessem a fundo linguagens de programação entre outras coisas. Cheguei até a criticar o pessoal do RH dessas empresas, por não acreditar que esta fosse a melhor opção para um GP. Por fim acabei entrando na área que tinha mais afinidade com a engenharia, os projetos de infraestrutura e Datacenter.

Com o tempo, percebi que o grau de informação e conhecimento técnico que estava sendo requisitado pelo trabalho de GP na TI era muito maior do que eu esperava, e isso me surpreendeu… Nesse mundo, se o GP não tiver conhecimento, ao menos mediano, em infraestrutura, alguma coisa de banco de dados e desenvolvimento, sua vida será, no mínimo, desgastante. Solução que eu encontrei? Estudar e melhorar meu conhecimento técnico, não em GP, mas em TI…

Hoje, depois de cerca de 4 anos na área, percebo que o investimento de tempo e dinheiro nesse estudo valeu a pena. Não sou especialista, mas também não sou leigo! Isso é de fundamental importância ao discutir o planejamento de um novo projeto com a equipe, ao apresentar alternativas para contorno de problemas no projeto e para discutir abertamente os pontos de dúvidas.

Depois de muito pensar sobre isso, me pergunto novamente: que tipo de gerente de projetos o mercado procura? A resposta que eu acho mais interessante é: O mercado sempre procura super-heróis - porém nenhum de nós nasceu em Krypton…

E a solução que eu acho ser a melhor é:

Passo 1: Ser especialista no que você faz: GERENCIAMENTO DE PROJETOS
Lembre-se: esta é a sua profissão! E por si só, ela já conta com um volume de conhecimento enorme. Dedique-se a conhecê-lo por completo. Estude e desenvolva seu perfil profissional.

Passo 2: Seja generalista na sua área de atuação.
Hoje percebo que, se não impossível, é inviável gerenciar um projeto onde não se tem idéia do que será ou de como funciona o seu produto. Se você atua na construção civil e não é engenheiro civil, terá problemas… Se atua em estaleiros e não é engenheiro naval, terá problemas… Portanto, ter algum conhecimento técnico na sua área de atuação é um dos pontos críticos de sucesso da sua carreira.

Porém, atenção para não tentar “roubar a cena”. Nós, gerentes de projetos, somos coadjuvantes na produção do produto. Isso cabe aos especialistas de verdade - consultores, técnicos, etc. Se você atuava como uma liderança técnica de projetos e outros cargos afins antes de se tornar um GP, saiba que o seu lugar agora é outro. Nesse ponto ficamos nos bastidores. O ponto de equilíbrio, ao meu ver, é atingido quando se tem o conhecimento necessário para não ser pego de surpresa pelos clientes e se consegue conversar sobre assuntos técnicos sem muitos detalhes com os membros da equipe.

A conclusão que eu tirei pela experiência que vivi na área de informática é que, de fato, é muito importante possuir algum conhecimento técnico na área de atuação da empresa que você representa. Hoje olho para trás e vejo que aqueles analistas de RH que pediam conhecimento específicos da área (os quais eu cheguei a criticar) não estavam tão errados. De fato isso é realmente um diferencial, e um fator importante no sucesso dos projetos.

Mas além disso, é fundamental que você conheça a fundo as técnicas do gerenciamento de projetos, afinal, você normalmente terá uma equipe técnica para lidar com os assuntos referentes ao produto do projeto, mas quase nunca terá a quem recorrer para tratar os assuntos do gerenciamento deste projeto, portanto, se tiver que focar em uma das áreas, foque na Gestão de Projetos.

Sucesso e saúde,
Rodrigo Ramos, PMP

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Gestão de riscos em projetos – Uma prática ainda pouco difundida…

Após a sessão de explicações sobre como se tornar um profissional certificado PMP, começo uma sessão de discussão sobre alguns temas relevantes para o gerenciamento de projetos, que normalmente não são levados tão a sério quanto deveriam ser pela maioria dos GPs que tenho contato.

Um desses tópicos é a gestão de riscos de projetos.

A gestão de riscos de projetos é tão importante que alguns autores sobre o tema chegam a afirmar que gerenciar projetos se resume a gerenciar riscos. Esta visão, um tanto simplista, do processo de gerenciamento de projetos, demonstra a forte associação existente entre a criação de algo novo, inédito e sem referências passadas, ao risco associado a esta empreitada.
O guia PMBOK (2008) define risco como sendo “um evento ou uma condição incerta que, se ocorrer, tem efeito em pelo menos um objetivo do projeto”. A abordagem do PMI não denota risco como um evento necessariamente ruim, mas sim como um evento que gera impactos, negativos ou positivos, em algum objetivo do projeto.

Os componentes básicos do risco são:
  • Potencial de perdas e danos.
  • Incerteza de perdas e danos.
  • Relevância das perdas e danos.
O risco é uma característica comum a todos os projetos. Projetos são abstrações de um trabalho futuro, inovador e coberto por incertezas, sejam pelas suposições utilizadas para efeito de planejamento, sejam pelo ambiente onde o projeto será implementado ou por fatores externos, às vezes desconhecidos, aos quais o ambiente do projeto está associado. 

Ainda que os riscos dos projetos não possam ser eliminados completamente, a aplicação de uma metodologia estruturada para identificação, análise, controle e resposta aos riscos contribui para que eventos não previstos inicialmente pela equipe do projeto possam ser tratados segundo uma ordem pré-estabelecida. Essa abordagem auxilia a equipe em todas as fases do processo de gerenciamento de riscos, contribuindo para que o projeto seja bem sucedido em seus objetivos.

Muitas das decisões que ocorrem no projeto acontecem por causa dos riscos. Por este motivo é necessário ter um bom controle dos riscos que podem acontecer e ter estratégias para lidar com eles.
Normalmente no dia a dia dos gerentes de projetos se resume ao PMI. De fato, o PMI traz uma abordagem bastante ampla ao gerenciamento de riscos, no entanto, o gerenciamento de riscos é muito mais antigo do que o próprio gerenciamento de projetos, e existem diversos frameworks que abordam essa questão além do PMBOK.

Podemos citar como exemplo a norma ISO/IEC 12207, que é a primeira norma internacional que descreve as atividades do ciclo de vida de um software, ou o modelo do CMMi, que visa à melhoria da maturidade dos processos de desenvolvimento de software.

Esses são apenas alguns exemplos, focados na área de desenvolvimento de aplicativos. Existem muitos outros modelos voltados para o mercado financeiro, seguros, investimentos em projetos e outros, que podem ser utilizados como base para criação de um padrão de gerenciamento de riscos para projetos.

O lado bom é que praticamente todos os frameworks compartilham uma estrutura de processos, e as semelhanças entre eles são muito maiores do que as diferenças. Essa estrutura se resume a alguns passos seqüenciais – 1. Planejamento, 2. Identificação, 3. Análise, 4. Tratamento e 5. Monitoração dos riscos. Se você estiver se lembrando do PMBOK nesse momento, não é fique surpreso. Os passos descritos aqui são os mesmos que o PMBOK descreve, afinal, o próprio PMBOK é uma compilação de práticas já reconhecidas.

Mas porque o gerenciamento de risco não é uma prática comum no gerenciamento de projetos?
Muitos GPs alegam que para poderem usar a gestão de riscos de forma adequada é necessário um histórico de projetos semelhantes, com o qual se possa obter uma lista de riscos detalhada, com todos os impactos que ocorreram no projeto entre outras informações.

Essa “desculpa” não deveria ser sequer cogitada. Qualquer estimativa, por pior que seja, sempre é melhor do que não ter nenhuma estimativa. E como podemos nos valer dessa desculpa, se queremos melhorar o histórico de projetos da organização? Vale a máxima, o que veio primeiro: o ovo ou a galinha? 

Independente de qual framework você utilize, o importante é sempre se lembrar da importância dos riscos em um projeto. Não importa qual metodologia você considera a melhor, o que realmente importa é que o gerenciamento de riscos seja levado a sério, pois é o fator mais crítico de qualquer projeto, desde os mais simples até os mais complexos.

Saúde e sucesso!
Rodrigo Ramos, PMP

segunda-feira, 28 de março de 2011

Passo a passo no site do PMI: Como me tornar um PMP?


Olá pessoal, tudo bem?
Faz algum tempo que publiquei meu último artigo, estive ausente por motivos de trabalho, mas estou de volta com o tópico que prometi: a aplicação para a certificação PMP.
No último post eu comentei os pré-requisitos para se tornar elegível a realizar a prova. Neste post irei um pouco mais adiante, demonstrando como inserir as informações que você já deve ter levantado, se seguiu o post anterior, nos moldes do PMI.
Como havia comentado, a etapa mais trabalhosa do processo de aplicação é relacionar as experiências profissionais para cumprir com o pré-requisito de tempo de atuação e tempo de experiência.

1º PASSO: Criar um login no site do PMI
O primeiro passo é bastante simples, portanto não colocarei muitos detalhes.
Para criar o seu login basta acessar a página oficial do PMI (WWW.pmi.org) e clicar no link Login e depois em Register Now.
Siga os passos do site e pronto, você terá um login válido no PMI.

2º PASSO: Aplicar para a certificação PMP
O PMI possui uma série extensa de certificações, entre elas o PgMP, o CAPM e o PMP.
Clique sobre o link Apply for PMP Certification

Siga os passos do guia do site para inserir seus dados pessoais (endereço, e-mail, telefone, etc).


 
Após inserir seus dados pessoais, será necessário inserir seus dados referentes à educação. Nesta janela você deve inserir todos os dados obrigatórios pelo site para poder prosseguir com a aplicação. Não se preocupe se você não puder completar tudo de uma única vez – o site permite que você interrompa o processo de aplicação e volte a ele mais tarde para completar os itens que ficaram faltando.
A partir do próximo passo, você será solicitado a inserir as informações referentes à sua experiência profissional. No último post eu coloquei quais são os requisitos para se torna um PMP, vamos lembrar rapidamente quais são eles:
  •  Para candidatos com formação completa em nível superior:
a.       Mínimo de 3 (três) anos (ou 36 meses) de experiência profissional em gerenciamento de projetos;
b.      Mínimo de 4500 horas dedicadas à liderança ou controle de atividades de projetos;
c.       Mínimo de 35 horas de treinamento presencial em gerenciamento de projetos;


  • Para candidatos com 2º grau completo:
a.       Mínimo de 5 (cinco) anos (ou 60 meses) de experiência profissional em gerenciamento de projetos;
b.      Mínimo de 7500 horas dedicadas à liderança ou controle de atividades de projetos;
c.       Mínimo de 35 horas de treinamento presencial em gerenciamento de projetos;

Na tela Step 1: Application |Experience Worksheet você deverá inserir, uma a uma, todas as suas experiência relacionadas à gestão de projetos.
O PMI solicita que essa informação seja detalhada no nível de fases do projeto, ou seja, para cada experiência adicionada, você deve detalhar em que fase do projeto ela foi adquirida (iniciação, planejamento, execução, controle e encerramento).
Além disso, deverá ser adicionado, para cada experiência documentada:
  1. Dados da empresa que desenvolveu o projeto (nome, endereço, etc)
  2. Seu cargo no projeto e na empresa
  3. Datas de início e término do projeto
  4. Nome do projeto
  5. Segmento do projeto
  6. O nome de contato na empresa que possa comprovar sua experiência nesse projeto
  7. O número de horas de experiência em cada fase do projeto (detalhes mais adiante)
Uma dica valiosa que me ajudou bastante foi montar uma planilha contendo todas as informações necessárias para a aplicação, de modo que pudesse consultar e atualizar esses dados facilmente.
O reporte de horas em projetos é o ponto que mais dá trabalho para inserir. O PMI é bastante crítico nesse ponto, sendo um dos maiores motivos de auditoria no processo de certificação. 

Para cada fase do projeto haverá uma lista de atividades (veja as figuras em anexo para ter a lista completa), onde você deverá  inserir o número de horas gastas em cada uma dessas atividades:

  1. Iniciação: 5 atividades
  2. Planejamento: 6 atividades
  3. Execução: 8 atividades
  4. Controle e monitoração: 4 atividades
  5. Encerramento: 7 atividades
O motivo de muitas pessoas serem surpreendidas em auditorias pelo PMI se deve ao fato de preencherem esta etapa do processo de forma incorreta ou até mesmo mentirosa. Lembremos de alguns pontos que devem ser considerados ao preencher as páginas de experiência:

  • Qual deve ser a divisão de trabalho comum em um projeto “normal”?
  • É comum gastar 80% do tempo do projeto na iniciação?
  • É comum reportar enorme conhecimento em encerramento sem ter participado de outras fases de um projeto?
Essas perguntas são feitas pelo PMI ao analisar sua aplicação para a prova. O PMI prega que a distribuição normal de esforço em um projeto é distribuída em:
  1. Iniciação: 10-20%
  2. Planejamento: 20-30%
  3. Execução: 40-50%
  4. Controle e monitoração: 20-30%
  5. Encerramento: 10-20%
Se sua experiência estiver muito fora dessa estimativa só existe uma justificativa: sua função no projeto. Se você é um profissional de planejamento (planner) é normal investir mais tempo durante os processos de planejamento e controle. Se você é um analista desenvolvedor, é comum gastar mais de 80% do tempo na execução do projeto. O fato é: se as informações forem discrepantes, a probabilidade de cair na auditoria aumenta. Por isso lembre-se: tenha todas as informações e contatos sobre seu histórico às mãos, para qualquer eventualidade.

É bom lembrar também que o PMI poderá (sem avisar) contatar (por email ou telefone) as pessoas que você citar na sua aplicação como sendo os responsáveis pela confirmação das informações. Pela boa educação, avise essas pessoas de que isso poderá acontecer e informe a importância deste processo para a sua carreira profissional. Peça ajuda se preciso.

E a dica mais importante, que eu reforço sempre: use somente informações reais e verdadeiras. Valorize a sua certificação, obedecendo desde o começo o seu código de ética profissional. Saiba que o PMI pode o tornar inelegível caso detecte informações falsas no seu processo.

IMPORTANTE: Para se tornar elegível, você deve apresentar no mínimo uma experiência em cada fase do projeto. Se você não comprovar, por exemplo, experiência no processo de encerramento, não será elegível à certificação.





















Ao final do processo de reporte de experiência profissional você será solicitado a fornecer uma breve descrição das atividades desenvolvidas durante cada projeto reportado ao PMI. Esta descrição deve conter dados relevantes às atividades de gerenciamento de projetos. Evite “encher lingüiça”, procure ser objetivo nas colocações e utilize bullets ou listas numeradas para facilitar o entendimento. Outro ponto importante: todos os textos livres do processo deverão ser preenchidos em INGLÊS!


Sempre que terminar o preenchimento de uma experiência profissional, o site irá calcular o tempo total reportado e fazer uma checagem em todos os campos preenchidos. Será exibida uma tela apresentando o que está faltando para que a aplicação possa ser finalizada:


Terminada a etapa de reporte de experiência, passaremos às informações referentes ao curso preparatório para a certificação. O PMI exige que o candidato à certificação PMP assista ao menos a 35 horas de curso formal em gerenciamento de projetos (presencial) para que possa ser elegível à certificação.

Nos próximos passos você deverá inserir os dados da instituição que proveu o curso, bem como a sua carga horária.

Após preencher as informações sobre o curso preparatório serão apresentadas algumas questões opcionais, que solicitam informações sobre os motivos que o levaram à querer a certificação, indicações sobre o PMI e se você fez o curso em algum dos capítulos do PMI.

Terminado esse passo será apresentada uma tela onde você deverá colocar o nome que deseja que seja impresso no seu certificado. Este nome não precisará ser seu nome completo (eu por exemplo omiti meu nome do meio), mas obviamente não poderá ser em nome de outra pessoa.


Esta é a última tela de inserção de informações. A seguir será exibida uma tela onde constam todas as informações sobre o seu processo de aplicação: o que está OK e o que está faltando:

Quando todos os pré-requisitos estiverem preenchidos o botão Submit Application ficará ativo. Ao clicar nele seu processo será enviado ao PMI, que trará uma resposta em no máximo 5 dias úteis.  

Como vocês puderam perceber, só o processo de aplicação para a certificação PMP já é bastante trabalhoso. Isso sem contar que nesse momento ainda nem começamos a falar sobre o conteúdo da prova!

O que posso dizer como depoimento é que apesar de complicado, difícil, chato e todos os outros “adjetivos” que podem ser atribuídos ao processo do PMI, conseguir a certificação é o coroamento de um trabalho, e compensa (e muito) o esforço.

A certificação PMP é a segunda certificação mais reconhecida no mundo. Só fica atrás da certificação CCNA da CISCO®. Isso traduz o enorme respeito que o mundo inteiro demonstra por essa instituição. Quem já fez a certificação CCNA sabe que o processo para chegar lá também não é simples. 

Muito estudo, muita experiência, muito esforço, muita dificuldade, muitas aulas… Isso é o que faz uma certificação ter seu valor.
Caso você tenha curiosidade para verificar se alguém é ou não certificado, basta checar seu nome no link abaixo:

Obrigado por acessarem!

Saúde e sucesso,
Rodrigo Ramos, PMP

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

O que preciso fazer para me tornar um PMP?

Nos grupos de discussão dos quais eu participo, nas rodas de conversas profissionais e nas conversas informais com colegas de profissão, tenho percebido que existe uma série de dúvidas a respeito do processo de aplicação para realizar o exame de certificação para o PMP. Muitos colegas ainda não conhecem os passos, e acabam sendo iludidos por empresas que oferecem soluções milagrosas para a certificação.

Esse post tem a intenção de esclarecer, através de uma simulação, todo o processo de aplicação para a certificação PMP do PMI. Se você está pensando em se certificar, preste atenção nas etapas pelas quais você deverá passar antes de poder agendar o seu exame.

Primeiros passos:
O primeiro passo para os futuros candidatos é acessar o site oficial do PMI internacional (www.pmi.org). Lá você poderá encontrar o guia PMP Handbook, um documento que explica todo o processo de aplicação para o exame, inclusive com os prazos para cada atividade.

O passo a passo para a certificação é mostrado na figura abaixo:

Em outras palavras:
  1. Início do processo de avaliação (cadastro inicial – deve ser concluído em até 90 dias);
  2. Avaliação do material enviado pelo candidato (a resposta é dada em até 5 dias úteis);
  3. Pagamento da taxa do exame (você só pode marcar o exame depois de ter pago a taxa);
  4. Processo de auditoria do material (a resposta é dada em até 5 dias úteis);
  5. Início do período  de elegibilidade (você pode fazer a prova em até 1 ano após a aprovação do material) 
Como podemos notar, só o processo para se inscrever para o exame já é trabalhoso. A inserção dos dados no ambiente online do PMI também é complexa, e será detalhada passo a passo mais adiante.
  
Pré-requisitos:
O PMI exige uma série de pré-requisitos para que os candidatos sejam elegíveis à certificação PMP. Esses pré-requisitos variam de acordo com o nível de escolaridade dos candidatos. Eles são separados em dois níveis – candidatos com nível superior e candidatos com 2º grau completo. Os pré-requisitos são:

1.       Para candidatos com formação completa em nível superior:
a.       Mínimo de 3 (três) anos (ou 36 meses) de experiência profissional em gerenciamento de projetos;
b.      Mínimo de 4500 horas dedicadas à liderança ou controle de atividades de projetos;
c.       Mínimo de 35 horas de treinamento presencial em gerenciamento de projetos;

2.       Para candidatos com 2º grau completo:
a.       Mínimo de 5 (cinco) anos (ou 60 meses) de experiência profissional em gerenciamento de projetos;
b.      Mínimo de 7500 horas dedicadas à liderança ou controle de atividades de projetos;
c.       Mínimo de 35 horas de treinamento presencial em gerenciamento de projetos;

Quanto custa a certificação PMP?
Para os residentes no Brasil, o PMI tem a seguinte tabela de preços:

1.       Para membros do PMI:
a.       Exame informatizado (CBT): US$ 405,00;
b.      Reagendamento (no caso de não passar na primeira tentativa): US$ 275,00;
c.       Renovação da credencial: US$ 60,00;

2.       Para não-membros do PMI:
a.       Exame informatizado (CBT): US$ 555,00;
b.      Reagendamento (no caso de não passar na primeira tentativa): US$ 375,00;
c.       Renovação da credencial: US$ 150,00;

Como documentar minha experiência?
O site de aplicação possui uma área para documentar a experiência em gestão de projetos. Você deve documentar cada projeto individualmente.
Como foi descrito acima, devem ser comprovados o tempo de atuação em gerenciamento de projetos e as horas dedicadas a cada atividade. 

Número de meses de experiência
Para o tempo de experiência, independente de você ter atuado em mais de um projeto simultaneamente, o período contado é linear, ou seja, se trabalhei em dois projetos durante o período de 1 ano, apenas 1 ano é contabilizado. O gráfico abaixo demonstra como o processo de contagem de tempo funciona:

 



No exemplo acima, o gerente de projetos trabalhou simultaneamente nos projetos 1 e 2 durante os meses de fevereiro a abril. O tempo gasto em ambos os projetos conta como 3 meses, não 6.

Número de horas dedicadas à liderança ou gestão de projetos
Considere todos os projetos com os quais você já trabalhou (dentro do período indicado no item anterior) e quantas horas foram investidas nas atividades de gerenciamento ou liderança de tarefas dos projetos.
Neste caso, se você tenha atuado em múltiplos projetos simultaneamente, todas as horas serão computadas.

Horas de treinamento em gerenciamento de projetos
Para poder fazer o exame para a certificação PMP, é necessário realizar ao menos 35 horas de treinamento presencial em gerenciamento de projetos, utilizando o PMBOK como referência. Não adianta ter tido treinamentos em SCRUM ou qualquer outra metodologia, também não são considerados nesta etapa treinamentos do tipo self-learning, é preciso ser treinamento presencial.

Dica:  O treinamento, além de ser obrigatório pelo PMI, é fundamental. Não acredite que apenas a sua experiência de vida em gerenciamento de projetos será suficiente para passar na prova. Todos nós temos vícios de profissão, e esses vícios são exatamente o que o exame testa. Procure um centro de treinamento confiável para fazer o seu treinamento preparatório. Em São Paulo existe um número enorme de empresas oferecendo treinamentos. Procure informar-se sobre o histórico dessas empresas, se já tiveram alunos certificados e se possível se têm alguma referência para indicar.

O processo de report de horas no site do PMI é bastante complexo, e será o tema do próximo post. A dica é: monte uma planilha para guardar todas as informações. Deixar para fazer isso na hora da aplicação vai tomar um tempo enorme que poderia ser dedicado a outras atividades para preparação para a prova. No próximo post explicarei como reportar as horas em projetos no site do PMI, com prints das telas e todos os detalhes.

Passos finais:
Após completar todo o processo de comprovação de experiência, horas de trabalho, escolaridade, dados de projetos e outros detalhes, sua inscrição será avaliada pelo PMI. Nesse processo, que dura cerca de 5 dias úteis, duas coisas podem acontecer: 

1.       Seu processo ser aprovado sem comentários: é a resposta mais comum. Eles irão avaliar todo o material enviado, caso não encontrem nada de anormal o processo é validado e você se tornará elegível a realizar o exame. Eles irão enviar um email para a conta cadastrada, informando que a partir do dia xxxxx você tem o prazo de 1 ano para realizar a prova.

2.       Seu processo ser encaminhado para auditoria: Nesse caso, o PMI irá solicitar que você encaminhe documentos que comprovem todas as informações inseridas no processo de submissão do material. 

O que fazer caso seu processo caia em auditoria do PMI?
Antes de falarmos em auditoria, lembre-se que o PMI possui um código de conduta profissional, chamado PMI Code of Ethics and Professional Conduct. Se você pretende se tornar um profissional certificado, é bom conhecer esse documento. Nele constam as bases de ética e conduta que devem ser praticadas por todos os profissionais certificados. Parte desse documento trata da questão da veracidade das informações dadas ao PMI no processo de aplicação para a certificação, portanto, use seu bom senso e não coloque informações falsas no seu processo. Caso você seja enquadrado na auditoria e não puder comprovar as informações enviadas, sua inscrição será bloqueada até que você consiga justificar todas as informações reportadas. Isso significa que você pode ser impedido de se tornar um PMP devido aos seus próprios atos! Sendo assim, comece com o pé direito: insira somente informações verídicas e que possam ser facilmente comprovadas, adote o código de ética do PMI antes mesmo de ser um PMP.

Bem, agora voltemos à auditoria. Caso você seja enquadrado, precisará enviar ao PMI toda a documentação que comprove sua experiência e formação acadêmica para o PMI. Isso pode incluir (não se limitando a):

·         Cópia do diploma de graduação;
·         Declarações assinadas pelo seu superior (na ocasião do projeto em questão), declarando que você atuou no projeto conforme as horas apontadas na submissão;
·         Cópias dos certificados de participação no curso presencial de gerenciamento de projetos que você freqüentou para poder se tornar elegível

Você terá até 90 dias para enviar as informações para o PMI, eles solicitam que todo o material seja enviado de uma única vez, em um único envelope, para agilizar o processo. Após o envio do material, a resposta da análise do PMI deverá ser enviada em até 5 dias úteis.

Lembro que você não poderá prosseguir com o processo de certificação até que todos os termos da auditoria tenham sido validados. Se você não conseguir validar todos os documentos junto ao PMI, você será reembolsado, de acordo com a política de reembolsos vigente à época da submissão do material. Hoje, caso você seja reprovado na auditoria, deverá pagar uma taxa de US$ 100,00, a título de despesas de processamento.

Política de reembolsos
Caso você desista da certificação durante o processo, você poderá solicitar um reembolso dos valores pagos ao PMI. Como título de despesas de processamento, o PMI irá reter o valor de US$ 100,00 caso seja solicitado o reembolso. Você poderá solicitar o reembolso até no máximo um mês antes de expirar o seu período de elegibilidade, ou seja, se você foi aprovado para realização do exame em 20/09/2011, você poderá solicita o cancelamento e o reembolso até 20/08/2012.

Caso esse período tenha sido ultrapassado, o PMI não irá receber a solicitação de cancelamento, portanto, não será aprovado qualquer reembolso.

Resumo da história
Como você deve ter percebido, o processo de aprovação inicial do PMI é bastante complexo. Isso porque ainda nem mencionamos o exame em si! Todo esse processo vale para que você se torne elegível a realizar o exame!

Se você tem como meta obter a certificação PMP, é importante guardar registros históricos dos projetos em que participou, ou participa, pois correr atrás dessas informações depois de algum tempo se torna difícil. Os gerentes das empresas acabam se desligando, perdemos contatos importantes que poderiam servir de apoio no caso de auditorias, esquecemos de quanto tempo investimos nos projetos... Por isso eu aconselho a todos que têm a intenção de se certificar que criem um processo de coleta das informações de projetos. Uma planilha de horas simples (existem vários modelos da própria Microsoft® online) ajuda, e muito, àqueles que pretendem se tornar PMPs.

No próximo post irei detalhar quais informações o PMI exige quando aplicamos online para a realização do exame. Creio que esse material ajudará a montar o seu conjunto de ferramentas para medição e apontamento de horas gastas em projetos daqui para a frente.

Por hoje é só pessoal. Em breve volto com a continuação deste post, detalhando o site do PMI e todo o processo de envio das informações do seu histórico.

Um forte abraço!

Saúde e sucesso,
Rodrigo Ramos, PMP

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Certificação PMP: Um diferencial de mercado para profissionais e empresas

A importância de uma certificação na área de gerenciamento de projetos é uma discussão freqüente entre profissionais do setor. Além de melhorar a empregabilidade, a certificação funciona como uma comprovação de que o profissional tem habilidades técnicas para atuar como gerente de projetos.
Entre as certificações existentes, destaca-se o Project Management Professional – PMP, considerada a quarta mais importante certificação profissional do mundo. Desde 1984, o Project Management Institute - PMI mantém um rigoroso programa de certificação PMP. O objetivo do programa é desenvolver a profissão de gerente de projetos e reconhecer os profissionais qualificados na área de gerenciamento de projetos. No âmbito do gerenciamento de projetos, a certificação PMP é a credencial internacional com maior reconhecimento no mercado.  

Certamente a certificação PMP não é garantia de emprego para os candidatos, muito menos garantia de sucesso para os empregadores. No entanto, ao primeiro grupo, podemos afirmar que a certificação é, no mínimo, um critério de desempate entre candidatos com experiências semelhantes, e ao segundo grupo, podemos afirmar que um profissional certificado comprovou, ao menos em tese, milhares de horas de experiência, além de ter certamente dedicado boa parte de seu tempo ao estudo de gerenciamento de projetos.

É importante reconhecer que o mercado vem valorizando cada vez mais esta certificação, que atesta, entre outras coisas, a experiência do profissional em projetos, uma vez que para se tornar elegível a realizar o exame, o profissional deve comprovar 3600 horas de experiência, caso seja graduado em nível superior, ou 4500 em caso de técnicos e graduados no 2º grau.

No caso específico da área de TI, um dos segmentos que mais investem na metodologia de projetos, já não bastam mais as certificações técnicas, normalmente vinculadas a fornecedores específicos. Hoje, mais do que nunca, é importante que as organizações disponham também de colaboradores capazes de se orientar as equipes técnicas, de modo que os resultados dos projetos sejam melhores para a empresa e para os clientes. Para as empresas, a certificação PMP significa mais que profissionais capacitados. Tornou-se pré-requisito para um cenário altamente competitivo, muitas vezes exigido em licitações e concorrências, como uma maneira de comprovar o comprometimento de fornecedores com as boas práticas do gerenciamento de projetos.

Empresas que possuem profissionais PMP em seu quadro, dispõe de um forte diferencial no mercado. Com a concorrência cada vez mais acirrada e margens cada vez mais achatadas, ter profissionais que possam garantir o desempenho dos projetos dentro do planejamento (prazos, custos e qualidade), proporciona às empresas a possibilidade de redução de seu custo (conseqüentemente o aumento das margens de lucro), além de possibilitar a redução de preço de venda de seus produtos, proporcionando assim um diferencial importante em relação aos seus concorrentes.

Se você está pensando em investir na sua certificação, saiba que apenas a certificação não será garantia de emprego fácil: a experiência e a formação ainda são os pontos mais relevantes durante um processo de seleção, entretanto, a certificação certamente o credenciará a vagas diferenciadas, onde esse título é pré-requisito para a candidatura.

Se você já está empregado, e procura por uma recolocação ou uma promoção, vale a dica: aplique as práticas aprendidas durante o processo de certificação no seu dia-a-dia antes de partir para o mercado. Dessa forma vocês estará mais seguro e mais confiante no seu desempenho, afinal, nada substitui a prática e a experiência.

Outra dica importante: atingir essa certificação é uma questão de esforço pessoal, dedicação e estudo. Fique atento ao conteúdo oferecido pelos cursos, procure materiais adicionais e não pense que ler o PMBOK será suficiente para passar na prova... O PMI exige mais do que o conhecimento dos procedimentos descritos no guia. A prova o coloca em situações de problemas reais, para que você possa dar a melhor solução dentro das alternativas apresentadas. Por isso, invista seu tempo em simulados, para entender o “modo PMI de pensar”.

Se você já pratica o gerenciamento de projetos, cuidado com os vícios da profissão: nem sempre a nossa maneira de pensar e agir em determinadas situações é a melhor, considerando o ponto de vista do PMI.

Como ultima dica antes de me despedir fica um relato: passar não é impossível, longe disso, estudando e se dedicando, a recompensa virá antes do que você espera!

Saúde e sucesso!

Rodrigo Ramos, PMP