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quarta-feira, 24 de maio de 2017

Os desafios diários dos gerentes de projeto

Depois de alguns anos afastado do gerenciamento de projetos - foquei minha carreira na gestão de serviços durante os últimos 4-5 anos - tive a oportunidade de voltar ao mundo do gerenciamento de projetos.
Confesso que já estava sentindo falta da rotina desta profissão: metas e entregas, conclusão de etapas (e comemoração por elas), enxergar o fim do projeto se aproximando são coisas que costumam motivar aqueles que escolheram, de fato, essa profissão. Comigo, pelo menos, é assim que a coisa funciona.

Não deixei de participar de fóruns e grupos de discussão relacionados a gerenciamento de projetos, e uma discussão, em particular, me chamou a atenção: era um professor meu, da FGV, comentando sobre problemas que estava encontrando em uma de suas consultorias, e muitos deles relacionados a gestão de tempo e cronograma do projeto.

Não é raro ver que muitos GPs ainda consideram que a maior parte do tempo que investem nos seus empregos é relacionado à manutenção de cronogramas. Apesar de ser algo comum, não pode ser considerada uma boa prática de gestão de projetos. O cronograma deveria ser o resultado de um trabalho, não o trabalho em si.

Criar um cronograma realista é, na imensa maioria das vezes, um enorme desafio para o GP. Se você pensou que isso se deve à complexidade de inserir e gerenciar o Project (por exemplo), você está enganado... Normalmente os cronogramas nascem de necessidades de negócio específicas: uma venda para um cliente que tem prazo para entrega, uma determinação do BACEN para uma instituição financeira, uma nova legislação que tem prazo fixo para entrar em vigor, um cliente exigente que já vendeu uma ideia de resultado e agora busca quem implemente seu sonho (em alguns casos, seu devaneio...). Esta é a maior dificuldade: fazer o trabalho do projeto caber no cronograma, que já sai com uma data de conclusão preenchida por outras pessoas, muitas vezes sem qualquer participação do GP ou dos grupos executores.

Some a isso a questão de recursamento do seu projeto e lembre-se que, no Brasil, a grande maioria das empresas é baseada em uma estrutura funcional rígida, ou com pouca flexibilidade, em que os GPs irão "disputar" os recursos humanos com as áreas operacionais. Nessa "briga" quem normalmente perde é o projeto, e não a operação (este é tema para o próximo post).

Então, se você está sofrendo para colocar seu cronograma em dia, faça as seguintes perguntas a si mesmo, talvez encontre a real causa da sua aflição:


Meu projeto já tem uma data de conclusão acordada, sem o meu consentimento

Se a resposta é SIM, então você já sabe que parte dos seus problemas com gestão de tempo não são causados diretamente pelo projeto em si, mas pela falta de planejamento adequado de quem tomou as decisões antes do plano.
Nesses casos, a melhor solução é entender os motivos que estão por trás dessa decisão. Não adianta lutar contra ela, pois, no pior dos casos, ela foi tomada com base em uma necessidade do negócio e dificilmente poderá ser mudada (ao menos no papel).

  • Obtenha um bom sponsorship para o projeto: o sponsor certamente poderá te ajudar a obter mais recursos, sejam eles materiais ou humanos, de forma a cumprir com a maior parte do plano. 
  • Negocie entregas parciais: negocie, sempre que possível, a entrega de funcionalidades básicas que permitam a operação para a data acordada, e tente deixar para uma segunda onda os refinamentos e melhorias do projeto, pode ser uma saída para cronogramas impossíveis.


Eu errei no planejamento, sendo otimista demais com algumas tarefas

Esse é o tipo de erro que mais costuma ser associado com as falhas diretas do GP, mas nem sempre isso é verdade. Se o devido cuidado foi tomado, o plano deve ter sido criado com apoio de especialistas no produto que o projeto está entregando, então a responsabilidade pelo planejamento excessivamente otimista, ainda que seja do GP, pode ser compartilhada com a equipe de planejamento/design.
Isso resolve o problema? De maneira nenhuma. Mas dá ao GP alguma margem para negociar uma maior dedicação dos times funcionais, através de acordos com os times de design.
  • Obtenha sponsorship adequado: mais uma vez, é uma coisa vital e fundamental para todo projeto. Seu sponsor pode e deve te ajudar a obter recursos para o projeto, pois o interesse em vê-lo implementado é dele também. Se você não tem, ou não identificou um sponsor forte, reveja seu mapa de stakeholders e localize qual deles é o mais interessado nos resultados do projeto, compartilhe os riscos e as alternativas de redução de prazo.
  • Mapeie todos os riscos sempre que precisar revisar e comprimir o cronograma: toda compressão traz consigo o risco inerente da pressa, e como sabemos, ela sempre foi inimiga da perfeição. Aponte os eventuais atrasos que podem ocorrer ao cronograma caso os riscos se tornem problemas reais. Aja antes dos riscos se tornarem problemas e compartilhe as expectativas reais com seus stakeholders.
  • Adote o conceito de right first time: evite retrabalhos. Todo retrabalho custa tempo e dinheiro, invista um pouco mais no correto planejamento de cada atividade.


Eu não tenho autonomia sobre os recursos, e as tarefas não estão sendo cumpridas

Esta talvez seja a situação mais crítica e complexa de se resolver. Como comentei, a grande maioria das empresas possui uma organização funcional, baseada em departamentos. Sendo assim, você certamente precisará investir um bocado de tempo e esforço para obter os recursos necessários junto aos times operacionais. É possível manter uma boa relação com esses grupos, desde que você também observe regras de etiqueta básicas:
  • Compartilhe o plano de trabalho: ao solicitar recursos a um time funcional, compartilhe, caso não tenha feito antes, os objetivos da tarefa e o prazo necessário para que ela seja concluída. Se o prazo for inviável, o recurso não se comprometerá com o resultado
  • Respeite os acordos firmados: se o recurso foi disponibilizado por um tempo determinado, respeite este período e "devolva" o recurso para suas atividades rotineiras quando o prazo acabar. Negocie antecipadamente qualquer extensão neste prazo.
  • Compartilhe as conquistas com o time que cedeu o recurso para o projeto: demonstre apreço e reconheça o esforço extra que os times funcionais desempenham para cumprir com a entrega do projeto, este não é o trabalho oficial deles, portanto, reconhecimento e elogios formais são importantes aliados.

O projeto é mais complexo do que inicialmente planejado

Esta falha é difícil de aceitar quando a notícia é dada tarde demais. Como GP você precisa estar atento às mudanças de escopo e ao refinamento do plano do projeto, e compartilhar essas informações tão logo as tenha reconhecido. Antecipação é a chave, ninguém gosta de ser pego de "calças curtas".

  • Antecipe problemas: tão logo identifique riscos de atraso, aumento de custo, mudança de escopo, ou outros impactos para o projeto, certifique-se de entender as causas e as opções de contorno, mapeie os impactos e reporte-os adequadamente, em uma lista de riscos controlada.
  • Tenha sempre um plano de ação: lembre-se: seu sponsor não quer saber dos problemas, mas sim do que foi ou está sendo feito para solucioná-los. Apresentar um risco sem plano de mitigação é o mesmo que dizer: "o gato subiu no telhado".
  • Replaneje: sempre que possível, procure fazer alguns exercícios de planejamento das atividades futuras. Tempo perdido no passado somente pode ser recuperado com melhor performance no futuro. Quanto enfrentar um atraso no cronograma, apresente-o juntamente com as alternativas possíveis de compressão das atividades futuras, tentando minimizar o impacto para o projeto. Isso demonstra que você explorou as alternativas antes de simplesmente assumir um atraso na entrega.
Depois de tudo isso, tenha sempre em mente o seguinte: Não somos super-homens. 
Todos somos feitos de carne, ossos e de sentimentos. Ficar angustiado ao fazer uma reunião de status report ou outra apresentação sobre os resultados/andamento do projeto raramente fará com que as coisas se desenrolem melhor, muito pelo contrário. Procure manter-se calmo e raciocinar antes de agir.

A vida de um gerente de projetos não é a mais tranquila do mundo, mas ela pode ser muito melhor com algumas precauções e atitudes assertivas da nossa parte.

Saúde e sucesso.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Gerente de projetos: Qual o perfil ideal: especialista ou generalista?


Quantas vezes não nos deparamos com anúncios de vagas para GP que têm como requisitos para a candidatura alguma certificação ou conhecimento técnico no ramo de atuação da empresa que está contratando? 

Confesso: dos muitos anúncios que li para criar esse post, TODOS eles pediam ao menos conhecimentos na área de atuação das empresas contratantes, além dos conhecimentos em gerenciamento de projetos.

Resolvi abordar o tema da especialização no campo de gerenciamento de projetos por alguns motivos, entre eles o fato de estar atuando em TI hoje em dia, apesar da minha formação acadêmica ser na área de engenharia elétrica.

Comecei a me envolver com gerenciamento de projetos ainda na engenharia, mais especificamente em automação de processos. No entanto, a vida de viagens me impedia de voltar à sala de aula e fazer uma especialização ou uma pós-graduação. Sabia que esse caminho cobraria seu preço mais para frente na minha carreira e por isso resolvi trocar a automação pela TI, sempre dentro do escopo do gerenciamento de projetos.

Inicialmente pensava que um gerente de projetos não precisaria obrigatoriamente ter grande vivência na área de atuação do seu projeto, afinal, ele tinha que ser especialista em gerenciamento de projetos, não nas disciplinas técnicas relacionadas ao produto.

Armei-me de coragem e fui tentar a sorte na TI. Obviamente, aquilo não era totalmente desconhecido para mim, afinal, nos meus projetos de engenheiro a maior parte do tempo tratava de assuntos referentes a desenvolvimento de aplicações e configuração de servidores. 

Sofri com a discriminação de empresas que queriam um gerente de projetos vindo da área técnica, que conhecessem a fundo linguagens de programação entre outras coisas. Cheguei até a criticar o pessoal do RH dessas empresas, por não acreditar que esta fosse a melhor opção para um GP. Por fim acabei entrando na área que tinha mais afinidade com a engenharia, os projetos de infraestrutura e Datacenter.

Com o tempo, percebi que o grau de informação e conhecimento técnico que estava sendo requisitado pelo trabalho de GP na TI era muito maior do que eu esperava, e isso me surpreendeu… Nesse mundo, se o GP não tiver conhecimento, ao menos mediano, em infraestrutura, alguma coisa de banco de dados e desenvolvimento, sua vida será, no mínimo, desgastante. Solução que eu encontrei? Estudar e melhorar meu conhecimento técnico, não em GP, mas em TI…

Hoje, depois de cerca de 4 anos na área, percebo que o investimento de tempo e dinheiro nesse estudo valeu a pena. Não sou especialista, mas também não sou leigo! Isso é de fundamental importância ao discutir o planejamento de um novo projeto com a equipe, ao apresentar alternativas para contorno de problemas no projeto e para discutir abertamente os pontos de dúvidas.

Depois de muito pensar sobre isso, me pergunto novamente: que tipo de gerente de projetos o mercado procura? A resposta que eu acho mais interessante é: O mercado sempre procura super-heróis - porém nenhum de nós nasceu em Krypton…

E a solução que eu acho ser a melhor é:

Passo 1: Ser especialista no que você faz: GERENCIAMENTO DE PROJETOS
Lembre-se: esta é a sua profissão! E por si só, ela já conta com um volume de conhecimento enorme. Dedique-se a conhecê-lo por completo. Estude e desenvolva seu perfil profissional.

Passo 2: Seja generalista na sua área de atuação.
Hoje percebo que, se não impossível, é inviável gerenciar um projeto onde não se tem idéia do que será ou de como funciona o seu produto. Se você atua na construção civil e não é engenheiro civil, terá problemas… Se atua em estaleiros e não é engenheiro naval, terá problemas… Portanto, ter algum conhecimento técnico na sua área de atuação é um dos pontos críticos de sucesso da sua carreira.

Porém, atenção para não tentar “roubar a cena”. Nós, gerentes de projetos, somos coadjuvantes na produção do produto. Isso cabe aos especialistas de verdade - consultores, técnicos, etc. Se você atuava como uma liderança técnica de projetos e outros cargos afins antes de se tornar um GP, saiba que o seu lugar agora é outro. Nesse ponto ficamos nos bastidores. O ponto de equilíbrio, ao meu ver, é atingido quando se tem o conhecimento necessário para não ser pego de surpresa pelos clientes e se consegue conversar sobre assuntos técnicos sem muitos detalhes com os membros da equipe.

A conclusão que eu tirei pela experiência que vivi na área de informática é que, de fato, é muito importante possuir algum conhecimento técnico na área de atuação da empresa que você representa. Hoje olho para trás e vejo que aqueles analistas de RH que pediam conhecimento específicos da área (os quais eu cheguei a criticar) não estavam tão errados. De fato isso é realmente um diferencial, e um fator importante no sucesso dos projetos.

Mas além disso, é fundamental que você conheça a fundo as técnicas do gerenciamento de projetos, afinal, você normalmente terá uma equipe técnica para lidar com os assuntos referentes ao produto do projeto, mas quase nunca terá a quem recorrer para tratar os assuntos do gerenciamento deste projeto, portanto, se tiver que focar em uma das áreas, foque na Gestão de Projetos.

Sucesso e saúde,
Rodrigo Ramos, PMP

segunda-feira, 28 de março de 2011

Passo a passo no site do PMI: Como me tornar um PMP?


Olá pessoal, tudo bem?
Faz algum tempo que publiquei meu último artigo, estive ausente por motivos de trabalho, mas estou de volta com o tópico que prometi: a aplicação para a certificação PMP.
No último post eu comentei os pré-requisitos para se tornar elegível a realizar a prova. Neste post irei um pouco mais adiante, demonstrando como inserir as informações que você já deve ter levantado, se seguiu o post anterior, nos moldes do PMI.
Como havia comentado, a etapa mais trabalhosa do processo de aplicação é relacionar as experiências profissionais para cumprir com o pré-requisito de tempo de atuação e tempo de experiência.

1º PASSO: Criar um login no site do PMI
O primeiro passo é bastante simples, portanto não colocarei muitos detalhes.
Para criar o seu login basta acessar a página oficial do PMI (WWW.pmi.org) e clicar no link Login e depois em Register Now.
Siga os passos do site e pronto, você terá um login válido no PMI.

2º PASSO: Aplicar para a certificação PMP
O PMI possui uma série extensa de certificações, entre elas o PgMP, o CAPM e o PMP.
Clique sobre o link Apply for PMP Certification

Siga os passos do guia do site para inserir seus dados pessoais (endereço, e-mail, telefone, etc).


 
Após inserir seus dados pessoais, será necessário inserir seus dados referentes à educação. Nesta janela você deve inserir todos os dados obrigatórios pelo site para poder prosseguir com a aplicação. Não se preocupe se você não puder completar tudo de uma única vez – o site permite que você interrompa o processo de aplicação e volte a ele mais tarde para completar os itens que ficaram faltando.
A partir do próximo passo, você será solicitado a inserir as informações referentes à sua experiência profissional. No último post eu coloquei quais são os requisitos para se torna um PMP, vamos lembrar rapidamente quais são eles:
  •  Para candidatos com formação completa em nível superior:
a.       Mínimo de 3 (três) anos (ou 36 meses) de experiência profissional em gerenciamento de projetos;
b.      Mínimo de 4500 horas dedicadas à liderança ou controle de atividades de projetos;
c.       Mínimo de 35 horas de treinamento presencial em gerenciamento de projetos;


  • Para candidatos com 2º grau completo:
a.       Mínimo de 5 (cinco) anos (ou 60 meses) de experiência profissional em gerenciamento de projetos;
b.      Mínimo de 7500 horas dedicadas à liderança ou controle de atividades de projetos;
c.       Mínimo de 35 horas de treinamento presencial em gerenciamento de projetos;

Na tela Step 1: Application |Experience Worksheet você deverá inserir, uma a uma, todas as suas experiência relacionadas à gestão de projetos.
O PMI solicita que essa informação seja detalhada no nível de fases do projeto, ou seja, para cada experiência adicionada, você deve detalhar em que fase do projeto ela foi adquirida (iniciação, planejamento, execução, controle e encerramento).
Além disso, deverá ser adicionado, para cada experiência documentada:
  1. Dados da empresa que desenvolveu o projeto (nome, endereço, etc)
  2. Seu cargo no projeto e na empresa
  3. Datas de início e término do projeto
  4. Nome do projeto
  5. Segmento do projeto
  6. O nome de contato na empresa que possa comprovar sua experiência nesse projeto
  7. O número de horas de experiência em cada fase do projeto (detalhes mais adiante)
Uma dica valiosa que me ajudou bastante foi montar uma planilha contendo todas as informações necessárias para a aplicação, de modo que pudesse consultar e atualizar esses dados facilmente.
O reporte de horas em projetos é o ponto que mais dá trabalho para inserir. O PMI é bastante crítico nesse ponto, sendo um dos maiores motivos de auditoria no processo de certificação. 

Para cada fase do projeto haverá uma lista de atividades (veja as figuras em anexo para ter a lista completa), onde você deverá  inserir o número de horas gastas em cada uma dessas atividades:

  1. Iniciação: 5 atividades
  2. Planejamento: 6 atividades
  3. Execução: 8 atividades
  4. Controle e monitoração: 4 atividades
  5. Encerramento: 7 atividades
O motivo de muitas pessoas serem surpreendidas em auditorias pelo PMI se deve ao fato de preencherem esta etapa do processo de forma incorreta ou até mesmo mentirosa. Lembremos de alguns pontos que devem ser considerados ao preencher as páginas de experiência:

  • Qual deve ser a divisão de trabalho comum em um projeto “normal”?
  • É comum gastar 80% do tempo do projeto na iniciação?
  • É comum reportar enorme conhecimento em encerramento sem ter participado de outras fases de um projeto?
Essas perguntas são feitas pelo PMI ao analisar sua aplicação para a prova. O PMI prega que a distribuição normal de esforço em um projeto é distribuída em:
  1. Iniciação: 10-20%
  2. Planejamento: 20-30%
  3. Execução: 40-50%
  4. Controle e monitoração: 20-30%
  5. Encerramento: 10-20%
Se sua experiência estiver muito fora dessa estimativa só existe uma justificativa: sua função no projeto. Se você é um profissional de planejamento (planner) é normal investir mais tempo durante os processos de planejamento e controle. Se você é um analista desenvolvedor, é comum gastar mais de 80% do tempo na execução do projeto. O fato é: se as informações forem discrepantes, a probabilidade de cair na auditoria aumenta. Por isso lembre-se: tenha todas as informações e contatos sobre seu histórico às mãos, para qualquer eventualidade.

É bom lembrar também que o PMI poderá (sem avisar) contatar (por email ou telefone) as pessoas que você citar na sua aplicação como sendo os responsáveis pela confirmação das informações. Pela boa educação, avise essas pessoas de que isso poderá acontecer e informe a importância deste processo para a sua carreira profissional. Peça ajuda se preciso.

E a dica mais importante, que eu reforço sempre: use somente informações reais e verdadeiras. Valorize a sua certificação, obedecendo desde o começo o seu código de ética profissional. Saiba que o PMI pode o tornar inelegível caso detecte informações falsas no seu processo.

IMPORTANTE: Para se tornar elegível, você deve apresentar no mínimo uma experiência em cada fase do projeto. Se você não comprovar, por exemplo, experiência no processo de encerramento, não será elegível à certificação.





















Ao final do processo de reporte de experiência profissional você será solicitado a fornecer uma breve descrição das atividades desenvolvidas durante cada projeto reportado ao PMI. Esta descrição deve conter dados relevantes às atividades de gerenciamento de projetos. Evite “encher lingüiça”, procure ser objetivo nas colocações e utilize bullets ou listas numeradas para facilitar o entendimento. Outro ponto importante: todos os textos livres do processo deverão ser preenchidos em INGLÊS!


Sempre que terminar o preenchimento de uma experiência profissional, o site irá calcular o tempo total reportado e fazer uma checagem em todos os campos preenchidos. Será exibida uma tela apresentando o que está faltando para que a aplicação possa ser finalizada:


Terminada a etapa de reporte de experiência, passaremos às informações referentes ao curso preparatório para a certificação. O PMI exige que o candidato à certificação PMP assista ao menos a 35 horas de curso formal em gerenciamento de projetos (presencial) para que possa ser elegível à certificação.

Nos próximos passos você deverá inserir os dados da instituição que proveu o curso, bem como a sua carga horária.

Após preencher as informações sobre o curso preparatório serão apresentadas algumas questões opcionais, que solicitam informações sobre os motivos que o levaram à querer a certificação, indicações sobre o PMI e se você fez o curso em algum dos capítulos do PMI.

Terminado esse passo será apresentada uma tela onde você deverá colocar o nome que deseja que seja impresso no seu certificado. Este nome não precisará ser seu nome completo (eu por exemplo omiti meu nome do meio), mas obviamente não poderá ser em nome de outra pessoa.


Esta é a última tela de inserção de informações. A seguir será exibida uma tela onde constam todas as informações sobre o seu processo de aplicação: o que está OK e o que está faltando:

Quando todos os pré-requisitos estiverem preenchidos o botão Submit Application ficará ativo. Ao clicar nele seu processo será enviado ao PMI, que trará uma resposta em no máximo 5 dias úteis.  

Como vocês puderam perceber, só o processo de aplicação para a certificação PMP já é bastante trabalhoso. Isso sem contar que nesse momento ainda nem começamos a falar sobre o conteúdo da prova!

O que posso dizer como depoimento é que apesar de complicado, difícil, chato e todos os outros “adjetivos” que podem ser atribuídos ao processo do PMI, conseguir a certificação é o coroamento de um trabalho, e compensa (e muito) o esforço.

A certificação PMP é a segunda certificação mais reconhecida no mundo. Só fica atrás da certificação CCNA da CISCO®. Isso traduz o enorme respeito que o mundo inteiro demonstra por essa instituição. Quem já fez a certificação CCNA sabe que o processo para chegar lá também não é simples. 

Muito estudo, muita experiência, muito esforço, muita dificuldade, muitas aulas… Isso é o que faz uma certificação ter seu valor.
Caso você tenha curiosidade para verificar se alguém é ou não certificado, basta checar seu nome no link abaixo:

Obrigado por acessarem!

Saúde e sucesso,
Rodrigo Ramos, PMP