Pesquisar este blog

terça-feira, 23 de agosto de 2011

PMI lança nova certificação em metodologia ágil: PMI-ACP

Olá pessoal, tudo bem?

Tenho certeza que muitos dos leitores deste blog já ouviram falar em metodologias ágeis para o gerenciamento de projetos. Muitos têm sentido o crescimento de demanda do mercado por profissionais capazes de colocar em prática o potencial das metodologias ágeis.

As empresas que adotaram metodologias ágeis tem registrado o valor agregado por esta prática:
  • Feedback do cliente: como o cliente está envolvido no desenvolvimento do projeto, existe uma tendência de que o resultado do projeto esteja mais alinhado com sua expectativa, reduzindo retrabalhos;
  • A maior visibilidade e influência sobre o progresso do projeto possibilita corrigir desvios mais cedo;
  • Medições e retornos facilitados: a maior visibilidade sobre o escopo e sobre os prazos dos entregáveis possibilita um retorno de investimento sobre o projeto mais rápido.

Existem diversas iniciativas no campo das metodologias ágeis, e a mais bem sucedida até o momento é o SCRUM. Obviamente o PMI não quer ficar de fora da festa, então lançou o seu próprio programa de certificação em metodologias ágeis, o PMI-ACP, ou Agile Certified Practitioner.

Esta decisão do PMI se baseou no resultado de uma pesquisa (Pulse of the Professional), que demonstrou que a adoção de práticas padronizadas para a gestão de projetos resultam em melhor performance na execução dos projetos.

Uma das práticas monitoradas nos últimos anos pelo PMI é o contínuo crescimento das metodologias ágeis, notando que muitos profissionais de gerenciamento de projetos apontavam esta prática como seu "canivete suíço" da sua "caixa de ferramentas".

Como resultado, muitos PMOs têm solicitado aos seus GPs que apliquem métodos ágeis nos seus projetos.

Segundo a pesquisa, 68% das organizações entrevistadas que utilização métodos ágeis revelaram que uma certificação ágil traria valor para os profissionais e para a organização. Outro dado relevante foi o fato de que 63% dos empregadores considerarem e apoiarem seus colaboradores a possuir uma certificação ágil.

Os requisitos para a prova são parecidos com os da certificação PMP:
  • Diploma de 2º grau;
  • 2000 horas de experiência em projetos comprovadas nos últimos 5 anos;
  • 1500 horas de experiência em metodologias ágeis, apuradas nos últimos 2 anos;
  • 21 horas de treinamento em metodologias ágeis
Os custos divulgados pelo PMI também são expressivos:
  • Para membros do PMI: USD 435,00
  • Para não-membros: USD 495,00
O exame consiste de uma prova realizada em computador, composta de 120 questões, das quais as 20 primeiras serão utilizadas como pré-teste, e não contam para o resultado do exame. O exame tem a duração de 3 horas.

Ainda segundo o PMI, o conteúdo da prova se baseia em:
  • Ferramentas e técnicas ágeis: 50%
  • Habilidades e conhecimentos em metodologias ágeis: 50%
Estamos notando que o crescimento e a adoção de metodologias ágeis é um processo irreversível. O PMI não quer ficar de fora dessa onda e tratou de preparar uma certificação neste contexto.

O processo ainda está em fase experimental, sendo que as primeiras provas devem ser realizadas a partir deste mês (agosto/11) .

É mais uma opção para rechear o currículo, e, em conjunto com a certificação CSM (Certified Scrum Master), uma forma de demonstrar proficiência nesta prática que tem cada vez mais adeptos.

Saúde e sucesso!

Rodrigo Ramos, PMP


quarta-feira, 13 de julho de 2011

Como implantar uma metodologia para gerenciamento de projetos na minha empresa?

Olá pessoal, tudo bem?

Gostaria de, neste post, comentar sobre as adaptações que as empresas fazem em relação aos processos descritos no PMBOK e como essas alterações podem ser utilizadas para moldar o gerenciamento de projetos para um modelo adequado à sua empresa.

O primeiro passo que precisamos dar é entender o quê o cliente espera ganhar com o gerenciamento de projetos, para podermos criar uma linha de trabalho que tenha como objetivo atender às expectativas deste cliente.
O caso onde atuei possuía alguns requisitos bem definidos:
  1. A alta gerência e diretoria comercial queriam ter visibilidade do status dos projetos em andamento, em planejamento e encerrados;
  2. Necessidade de melhorar a definição e o controle do escopo dos projetos, pois quase sempre havia desvios nas entregas não mapeados, gerando retrabalhos;
  3. Desejo de criar um padrão para a entrega de documentação dos projetos;
  4. Criar um ambiente de colaboração para as equipes do projeto;
  5. Dar visibilidade de todo o processo de gerenciamento do projeto através de indicadores de fácil compreensão.
Este conjunto de requisitos é complementado por um conjunto de variáveis ambientais, tais como:
  1. A equipe de projetos não controla o custo real dos projetos, apenas as horas trabalhadas.
  2. A equipe de projetos não realiza compras diretamente, apenas as requisita para o departamento de compras;
  3. Os projetos na sua maioria são muito semelhantes em escopo
  4. Os projetos são em sua grande maioria de curto prazo (< 2 semanas)
  5. A documentação dos projetos possui um conjunto restrito de documentos.
Estas diretrizes nos dão algumas pistas de como devemos adaptar os processos do PMBOK (que foram escritos baseados em projetos para levar o homem à Lua, mas podem não ser adequados para pequenos projetos...) para que eles funcionem no mundo real da sua empresa. Por exemplo: Uma vez que a equipe de projetos não controla os custos reais do projeto, seria necessário um grande processo de gerenciamento de custos?

Adaptar significa, muitas vezes, remover alguns processos do PMBOK do âmbito de gerenciamento de projetos da empresa, de modo a simplificar a implantação de uma metodologia que crie um padrão de entrega, pois quanto mais processos gerenciados existem, maior é o custo e o tempo gasto pelos gerentes e analistas de projetos nessas atividades.

Outro passo importante para aumentar as chances de uma nova metodologia ser bem sucedida, é observar a aderência a processos já seguidos, ainda que informalmente, pela empresa. Para isso, é necessário observar como a empresa funciona HOJE. Esta etapa, no meu ponto de vista é a mais importante do processo de implantação. Com base no que se faz hoje será definido como a empresa poderá funcionar amanhã.

Esta fase por vezes é "esquecida" durante um projeto de implantação de uma nova metodologia. Algumas consultorias possuem um "kit padrão" que acreditam funcionar (com o mínimo de adaptações) para qualquer cliente. Nem sempre é assim que a coisa acontece na prática...

Muitas vezes as empresas já possuem um processo informal em vigor, os colaboradores sabem o que fazer e como fazer, porém, por não haver um padrão estabelecido, cada um executa as atividades ao seu modo. O resultado: falta de padrão, sensação de desorganização e de falta de preparo da equipe.

O mapeamento dessas atividades pode ser muito útil para a criação de uma metodologia que de fato funciona para aquela empresa, e isso certamente irá diminuir a resistência à sua adoção pelos colaboradores, uma vez que as suas atividades diárias serão menos impactadas do que se tentássemos uma implementação "do zero".

Voltando ao caso que originou este post: a metodologia do cliente em questão reduziu de 42 processos definidos no PMBOK para apenas 14, observando sempre todos os sistemas existentes na empresa, fontes de dados e padrões de documentação. Desses 14 processos, cerca de 10 já eram executados pela equipe do cliente, ainda que nem eles mesmos soubessem. Coube ao projeto de implantação da metodologia o trabalho de documentar as rotinas e procedimentos de forma a padronizar o trabalho dos analistas, bem como as saídas de cada processo.

O próximo passo é realizar avaliações constantes no processo, além de medir o desempenho atual contra o que se realizava no passado, para buscar melhorias e aumento na performance dos projetos. Tenham certeza que voltarei com os resultados, assim que os tiver disponíveis, para compartilhar com vocês.

A adoção de uma metodologia própria traz inúmeras vantagens para o processo de implantação, porém, cria a necessidade de uma manutenção mais constante, muitas vezes sendo necessária a criação de um PMO, ainda que simples, para "tomar conta" do processo e identificar e corrigir os desvios.

A lição que eu tirei deste projeto é que, independente do tamanho e do grau de maturidade de uma empresa, ela sempre poderá se beneficiar de uma metodologia para gerir seus projetos. E o caminho para o sucesso ao implementar uma metodologia pode ser retirado da sabedoria popular: nem tanto ao mar nem tanto à terra.

E uma dica: É mais fácil adaptar a metodologia ao funcionamento da empresa do que a empresa à metodologia.

Saúde e sucesso!

Rodrigo Ramos, PMP

quarta-feira, 15 de junho de 2011

PMI: Reportando PDUs – Mantenha sua certificação PMP!


Você estudou, treinou, ralou e finalmente conseguiu se tornar um PMP. Parabéns pelo seu esforço e pela dedicação que realmente foram necessários para esta conquista!

Ao contrário de muitas certificações de mercado, onde basta passar na prova para estar certificado pelo resto da vida, o PMI exige que os profissionais que possuem suas certificações participem de um programa de reciclagem e aprimoramento profissional.

Para manter sua certificação é necessário cumprir um plano de desenvolvimento profissional, monitorado pelo PMI, através do report de PDUs, ou Professional Development Units. O processo de reporte de PDUs é feito pelo site do PMI (www.pmi.org).

Para garantir sua certificação o PMI exige que cada profissional certificado reporte ao menos 60 PDUs durante o período de 3 anos o qual a certificação é válida.

O processo foi atualizado em 1º de Março de 2011, de modo a simplificar a vida dos certificados. Entre as mudanças que ocorreram podemos destacar:

•    A estrutura de classificação das PDUs foi reduzida de 18 categorias para apenas 6;
•    Todas as categorias obedecem a regra de 1 hora de estudo = 1 PDU;
•    As categorias foram expandidas para abrigar os avanços da WEB 2.0 (Ambientes de colaboração);
•    Foram criados limites para determinadas categorias, obrigando os certificados a buscarem a educação continuada em gerenciamento de projetos para manterem sua credencial.


As categorias de PDUs são divididas basicamente em Educacional e Aprimoramento Profissional. Cada categoria possui 3 classes, conforme a tabela abaixo:





No novo padrão de reporte, as PDUs referentes ao Aprimoramento Profissional (D, E e F) foram limitadas a 45 PDUs por ciclo de 3 anos, sendo que a categoria F. possui limite de 15 PDUs.
A categoria C. Auto-estudo também possui limite de 30 PDUs por ciclo. As demais categorias educacionais não possuem limites de reporte.

Esta proposta visa manter os profissionais atualizados com as novidades da área de gerenciamento de projetos, sendo assim, estudar (em sala de aula) é obrigatório para manter-se certificado.

O processo de report no site do PMI é bastante simples. Ao clicar em Report PDUs, você será direcionado ao site específico para entrar com os dados referentes à sua solicitação de PDUs.




O processo é autoexplicativo, mas prepare-se: será necessário digitar um grande número de informações para cada reporte, tais como: nome do projeto, duração do projeto, áreas de conhecimento envolvidas, nome da instituição de ensino, datas de realização de cursos, duração de cursos, etc.
Abaixo segue a tabela extraída diretamente do site do PMI, onde constam os limites para cada categoria de PDUs disponível no site do PMI para acesso público.

Limites de PDUs por categoria
É importante ressaltar: A manutenção da sua certificação depende do reporte de PDUs. Se você não cumprir o estabelecido pelo PMI (60 PDUs a cada 3 anos), você perderá sua certificação. Não existe segunda chance nesse caso, se acontecer, todo o processo de certificação deverá ser iniciado novamente a partir do zero. É claro que ninguém quer que isso aconteça, por isso, com esse post espero ter ajudado a esclarecer algumas dúvidas sobre o processo de report de PDUs, e também sobre a manutenção da sua credencial PMP.

Saúde e sucesso!

Rodrigo Ramos, PMP